Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

Acesso Restrito

esqueci minha senha quero me cadastrar
PARA O PÚBLICO
PARA O PÚBLICO

 

 

 

 

Semana em Foco

 

 

NUTRIÇÃO NEUROPROTETORA E DOENÇA DE PARKINSON

 

 

 

Há poucos dias coloquei um artigo de revisão interessante na área restrita do site, intitulado Doença de Parkinson: Patologia Molecular Mitocondrial, Inflamação, Estatinas e Nutrição Terapêutica Neuroprotetora (Parkinson´s Disease: Mitrocondrial Molecular Pathology, Inflammation, Statins, and Therapeutic Neuroprotective Nutrition). Veja bem: Nutrição Neuroprotetora. Aborda como a alimentação pode retardar ou favorecer a evolução desta doença sobre a qual ouvimos falar muito pouco a respeito nos meios de comunicação usuais. Confirmei esta minha impressão, perguntando a várias pessoas ao meu redor o que sabiam sobre ela: nada... ou quase nada!

 

Descrita pela primeira vez por James Parkinson, em 1917, a Doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica do sistema nervoso central, lentamente progressiva, que acomete cerca de 0,3% da população, atingindo 1 a 2% das pessoas de ambos os sexos com 60 ou mais anos de idade, embora possa ocorrer em qualquer idade. À medida que a expectativa de vida aumenta, com um maior número de pessoas idosas, espera-se que a prevalência também aumente.

 

Ela é caracterizada por diminuição dos movimentos (hipocinesia), tremores de repouso, rigidez muscular e instabilidade postural. Os sintomas normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro. Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três "R" - Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos. Embora seja considerada predominantemente uma desordem do movimento, também ocorrem alterações sensoriais (como a diminuição do olfato), cognitivas, do padrão do sono (insônia) e manifestações psiquiátricas (depressão, ansiedade). Olhar fixo, falta de mímica facial (expressão fechada tipo máscara, sem demonstrar emoção), diminuição do piscar e monotonia da voz são frequentes.

 

 

A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma área específica do cérebro (especialmente na substância negra) que produz a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos extrapiramidais (não voluntários). Quando os sintomas aparecem, 60  a 80% dos neurônios dopaminérgicos já foram destruídos; em outras palavras, a degeneração começa anos antes da suspeita clínica.

 

 

O tratamento é apenas paliativo, porque  não existe terapia que modifique o curso da doença, o que, em inglês, eles chamam de disease modifying therapy. Faz-se a reposição do precursor da dopamina, levodopa, que é apenas parcialmente eficaz, já que raramente abole totalmente os movimentos involuntários.

 

 

 

É importante saber que as doenças de Alzheimer e de Parkinson são desordens neurológicas distintas, mas cerca de um terço dos pacientes com Alzheimer desenvolvem Parkinson, e alguns pacientes com Parkinson apresentam sinais da doença de Alzheimer.

 

 

 

Para quem tem algum familiar com Doença de Parkinson, a boa notícia é que a distribuição familiar ocorre em apenas 5 a 10% dos casos. Em outras palavras, os fatores genéticos não têm um papel tão importante como ocorre com muitas doenças crônicas. Por outro lado, isto nos torna a todos mais vulneráveis do que pensávamos, não é mesmo? Saiba ainda que 90% dos casos são associados a fatores ambientais, como pesticidas, herbicidas (incluindo o agente laranja, mistura de dois herbicidas), água de poço, moinhos, ar poluído, exposição crônica ao manganês, alta ingestão de ferro (especialmente o ferro não-heme de cereais/farinhas e de alimentos fortificados) e, às vezes, agentes infecciosos.

 

 

 

Achei importante abordar alguns aspectos nutrológicos da Doença de Parkinson, já que pouco se fala sobre ela. Eles devem ser valorizados por todos aqueles que reconhecem, através das escolhas alimentares, o papel da dieta na redução de risco e tratamento de doenças crônicas não-transmissíveis. Veja a seguir:

  

1. Gorduras: a gordura animal, incluindo a de laticínios, parece aumentar o risco de Doença de Parkinson. De fato, sabe-se que mecanismos inflamatórios estão envolvidos na causa e progressão da doença de modo que, evitar o excesso de ingestão de ácido araquidônico - um tipo de gordura pró-inflamatória presente na gordura da carne vermelha, pele de aves, laticínios integrais e gema de ovo - deve ser evitado. Favorecer a ingestão de gordura poliinsaturada, especiamente a de ácidos graxos ômega-3 (antiinflamatórios), é uma conduta prudente.

 

2. Carboidratos: não existem dados específicos sobre o papel deste macronutriente na causa e progressão da doença de Parkinson, mas acredita-se que a escolha dos carboidratos da dieta deve ser voltada para se evitar os efeitos inflamatórios associados com a ingestão de carboidratos de alto índice glicêmico, reduzindo-se especialmente a ingestão de açúcar, favorecendo a ingestão de uma dieta rica em fibras e de alimentos de índice glicêmico mais baixo.

 

3. Proteínas: o cuidado com a ingestão de proteínas é relacionado ao tratamento com levodopa, já que a ingestão deste macronutriente próxima à administração da droga reduz o seu efeito terapêutico. Tem que se ter o cuidado de não se diminuir a ingestão total diária de proteínas, o que favorece a sarcopenia (perda de massa muscular que afeta 30% das pessoas com 60 ou mais anos de idade e 80% das pessoas com 80 ou mais anos de idade) e perda de massa óssea (osteopenia e osteoporose), aumentando o risco de quedas e incapacitação. Para facilitar o tratamento para aqueles que têm dificuldade em redistribuir a quantidade diária de proteína recomendada, propõe-se a ingestão da levodopa com o estômago vazio, que deve ser suficiente para a obtenção do seu efeito terapêutico.

 

4. Antioxidantes: radicais livres estão envolvidos na patogênese da neurodegeneração celular da Doença de Parkinson; portanto, uma dieta rica em antioxidantes também confere proteção. Suplementos contendo vitamina C, vitamina E, selênio, vitaminas do complexo B, zinco, ácido alfa-lipóico e extrato de semente de uva, entre outros, são propostos como coadjuvantes no tratamento.

 

5. Vitamina D: está sendo investigada a correlação entre Doença de Parkinson e baixos níveis de vitamina D - importante para a secreção de neurotrofinas, proteínas que favorecem a sobrevivência, crescimento e diferenciação das células nervosas - assim como para a força muscular e equilíbrio postural. Recomenda-se verificar os níveis séricos de (25-OH)vitamina D e a adequada ingestão através da alimentação e suplementos, além da exposição regular ao sol.

 

Enfim, o que se propõe para a Doença de Parkinson não é nenhuma novidade! Com o tempo, você mesmo concluirá que "todos os caminhos levam a Roma", ou seja, todas as abordagens que fizemos até agora - seja como dieta anti-rugas, dieta antiinflamatória, dieta prudente ou  dieta para redução de risco de doenças crônicas - podem ser simplificadas numa única proposta, o que podemos chamar de uma dieta saudável. Ela deve incluir frutas e hortaliças, cereais integrais, leguminosas, sementes oleaginosas, peixes e outros frutos do mar, aves, laticínios desnatados, ovos e óleos vegetais. Carne vermelha pode? Pode, sim, em pequenas porções, cortes magros, ingeridos 01 ou 02 vezes por semana. A gordura aparente das carnes, incluindo aquela dos embutidos, os laticínios integrais e seus derivados, os alimentos com gordura trans e os carboidratos de alto índice glicêmico (especialmente os alimentos que contêm açúcar) devem ser enfaticamente evitados - opções apenas ocasionais. Controlar a ingestão de sódio (sal) e evitar o excesso de corantes, acidulantes, aromatizantes e todas as substâncias "estranhas" ao nosso organismo, incluindo os agrotóxicos, também compõem a nossa proposta. E abra o seu coração, deixando os preconceitos de lado, porque, como disse Einstein: "É mais difícil desintegrar um átomo do que um preconceito." Melhor não tê-los!

 

 

 

Enviado em 05 de setembro de 2010

Dra. Isabela M. B. David

Médica Nutróloga (CRM-SC: 6356)

Título de Especialista em Nutrologia pela ABRAN/CFM/AMB

Diretora de Atividade Científica da ABRAN

Coordenadora Científica do Departamento de Informática da ABRAN

Envie seu comentário sobre este artigo e sugestões para: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

 

 

 

 
PARA O PÚBLICO

 

 

 

Semana em Foco

 

 

DIETA PRUDENTE... E VIRTUOSA!

 

 

   

 

 

Prudente é uma palavra estranha, não acha? Hesitei um monte em colocá-la no título, mas quero escrever hoje sobre a assim chamada  Dieta Prudente e o emprego desta palavra tornou-se inevitável, inadiável, imprescindível. Se eu escrevesse simplesmente com o objetivo de chamar a atenção e aumentar os acessos ao site, tenha certeza de que não a usaria: prudente não carrega em si nenhum "apelo", concorda comigo?

 

Propõe-se atualmente como uma Dieta Prudente aquela rica em fibras, contendo até 3 g de sódio por dia (leia-se "com pouco sal") e com cerca de 30 (até 35) % das calorias totais na forma de gordura (com predomínio de gorduras poliinsaturadas em relação às saturadas). Também deve se evitar o excesso de ingestão de calorias.

 

Eu imagino que você deve estar pensando que esta é alguma "nova dieta" que está surgindo na mídia ou no meio científico como as inúmeras outras já divulgadas, cada uma com uma intenção melhor do que a outra! Pois bem: a referência mais antiga que achei sobre Dieta Prudente foi a de um artigo do American Journal of Clinical Nutrition, publicado na edição de julho/agosto de 1959! Nossa, nem eu imaginava ser uma proposta tão antiga assim!

 

O mencionado artigo propunha:

 

1. Consuma quantidades adequadas de proteínas de boa qualidade em cada refeição. As fontes destas proteínas incluem: queijo cottage, leite com baixo teor de gordura, frango, peru, vitela, cortes magros de carne de boi, carneiro e porco (com a gordura aparente removida), peixes (incluindo os peixes gordurosos, ricos em gordura poliinsaturada), frutos do mar e ovos.

 

2. Consuma um mínimo de 29,6 ml (1 onça) de óleo de milho (rico em gordura poliinsaturada) ou equivalente por dia, além do óleo utilizado no preparo dos alimentos. Pode ser acrescentado ao leite, cereais, sobremesas ou utilize uma margarina com 80% de óleo de milho inalterado. Para o preparo de pratos quentes, utilize o óleo de milho ou equivalente.

 

3. Evite a ingestão dos seguintes alimentos, exceto em ocasiões eventuais: manteiga, margarina com gordura parcialmente hidrogenada, shortenings (um tipo de gordura utilizada pela indústria alimentícia), creme de leite e todos os produtos que os contenham.

 

4. Consuma uma dieta com quantidades adequadas de pães, cereais, sementes oleaginosas (como as castanhas, amêndoas e nozes), vegetais e frutas.

 

Podemos observar que, em linhas gerais, esta Dieta Prudente não mudou muito ao longo do tempo. Eu faria apenas alguns comentários:

 

 - Sabemos hoje ser possível manter uma oferta adequada de proteínas mesmo com alimentos de origem vegetal, desde que adequadamente combinados, incluindo os cereais integrais (como a aveia, cevada, centeio, trigo, triticale, milho e arroz integral), as leguminosas (como feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja) e as sementes oleaginosas (descritas acima). O artigo mencionou apenas fontes de proteína de origem animal como referência.

 

- Na época, final da década de 50, parece que o óleo de milho era o mais consumido como fonte de gordura poliinsaturada; hoje, ao que me parece, o óleo de girassol e o óleo de canola são os preferidos como fonte deste tipo de gordura. O meu querido azeite de oliva extravirgem não foi nem mencionado como fonte de gordura monoinsaturada, hoje tão valorizada para a boa saúde, em especial para a saúde cardiovascular.

 

- O artigo apenas descreve ingestão adequada de pães e cereais, sem enfatizar que devem ser predominantemente integrais.

 

Além disso, uma Dieta Prudente atual mais abrangente - com todos os "algo mais" que ela tem direito - valorizaria os orgânicos, a sustentabilidade do planeta e a biotecnologia, questões que não podem ser mais dissociadas de uma dieta saudável.

 

A virtude, segundo Aristóteles (filósofo grego, 384-322 a.C.), é descrita como uma disposição adquirida de fazer o bem, podendo ser aperfeiçoada com o tempo. Encontramos algo de virtuoso na proposta da Dieta Prudente, não é mesmo? Aprimorando-se com o tempo, moldando-se segundo os conhecimentos adquiridos, sempre com o intuito de proporcionar o bem, uma vida saudável, uma longevidade com boa qualidade de vida. E não é que a prudência é uma das virtudes cardeais, caracterizadas como virtudes centrais, fundamentais e orientadoras? São quatro (como quatro são os pontos cardeais), descritas resumidamente a seguir:

 

Prudência: É o reto agir, o bom senso, o equilíbrio. Cuida do lado prático da vida, da ação correta e busca os meios para agir bem.

 

Temperança: É o auto-controle, o auto-domínio, a moderação. A temperança modera os impulsos e os apetites.

 

Fortaleza: Faz-nos fortes no bem, na fé, no amor. Leva-nos a perseverar nas coisas difíceis e árduas, a resistir à mediocridade, a evitar rotina e omissões. Pela fortaleza vencemos a apatia, a acomodação e abraçamos os desafios.

 

Justiça: Regula nossa convivência, possibilita o bem comum, defende a dignidade e respeita os direitos humanos. É da justiça que brota a paz.

 

Isso tudo fez a nossa Dieta Prudente também virtuosa, não é mesmo?

 

Vivendo e aprendendo!

 

 

 

Enviado em 05 de setembro de 2010

Dra. Isabela M. B. David

Médica Nutróloga (CRM-SC: 6356)

Título de Especialista em Nutrologia pela ABRAN/CFM/AMB

Diretora de Atividade Científica da ABRAN

Coordenadora Científica do Departamento de Informática da ABRAN

Envie seu comentário sobre este artigo e sugestões para: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

 

 

 

 

 
PARA O PÚBLICO

 

 

Doenças Nutricionais

 

Constipação Intestinal

 

INTRODUÇÃO:

 

O hábito intestinal é bastante variável entre as pessoas e depende de vários fatores como a dieta, a ingestão de líquidos e as características específicas de cada indivíduo. Considera-se normal a frequência de evacuação de 3 vezes por dia a 3 vezes por semana, desde que a consistência das fezes também seja normal.

 

A constipação intestinal – também conhecida como obstipação intestinal ou “prisão de ventre” – pode ser definida como a evacuação em freqüência inferior a três vezes por semana. Porém, algumas pessoas apresentam freqüência de evacuações normal, mas com grande esforço para evacuar, presença de fezes muito ressecadas e/ou sensação de evacuação incompleta. Esta é conhecida como constipação de trânsito normal.

 

A constipação intestinal é mais comum em mulheres e em idosos.

 

 

CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DURAÇÃO DOS SINTOMAS:

 

Constipação Intestinal Aguda: a qual tem início recente e de maneira abrupta;

 

Constipação Intestinal Crônica: ocorre de forma progressiva e já existe há algum tempo. A causa mais comum para a constipação intestinal crônica é a baixa ingestão de fibras (presente em frutas, verduras e grãos integrais) e de líquidos. As fibras não são digeridas pelo organismo humano, e, portanto, uma de suas funções é a de aumentar o volume das fezes e reter líquido nas mesmas, tornando-as mais pastosas e fáceis de eliminar. A ingestão de líquidos faz com que as fezes tornem-se hidratadas, facilitando a evacuação.

 

 

CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA:

 

 

 

CAUSAS

 

Fatores que favorecem a Constipação Intestinal:

 

  • Medicamentos: analgésicos potentes (como morfina e derivados), suplementos de ferro (usados no tratamento de anemia), alguns antihipertensivos, alguns antiácidos, uso inadequado do hormônio tireoideano, medicamentos para o tratamento da Doença de Parkinson, alguns antidepressivos (como a imipramina), alguns antiepilépticos,

• Medicamentos:

- analgésicos potentes (morfina e derivados);

- suplementos de ferro, usados para tratar anemia;

- alguns medicamentos para tratamento de Hipertensão Arterial (inclui-se diuréticos);

- alguns antiácidos;

- uso inadequado de hormônio da tireóide;

- medicamentos para tratamento da Doença de Parkinson;

- antidepressivos;

- medicamentos para tratamento de epilepsia;

- uso contínuo de laxantes.

• Doenças que alteram a movimentação intestinal:

- Metabólicas: Diabetes, Hipotireoidismo, intoxicação com metais pesados;

- Neurológicas: Doença de Parkinson, Lesão da medula espinhal, Esclerose Múltipla, AVE (Acidente Vascular Encefálico);

- Síndrome do Intestino Irritável;

- Depressão;

- Doença cardíaca;

- Câncer de cólon;

- Compressão do intestino por alguma estrutura ou tumor fora dele;

- Estreitamento da luz intestinal;

- Doença de Chagas – causa uma pseudo-obstrução, na verdade.

  • Gravidez: a gravidez é uma condição fisiológica associada à constipação intestinal, uma vez que nesta fase o organismo da mulher produz substâncias que favorecem a diminuição do trânsito inestinal. O fato de o útero estar aumentado também relaciona-se com a constipação.

 

COMPLICAÇÕES:

 

Se não houver tratamento, a longo prazo, podem ocorrer graves complicações para o organismo, como:

 

- Diverticulose

- Hemorróidas

- Fissuras anais

- Câncer do intestino

 

DIAGNÓSTICO:

Ao ser relatada a condição de constipação intestinal, o médico deve realizar uma anamnese detalhada, pesquisando do paciente, seus hábitos alimentares, quantidade de líquido ingerido, medicamentos usados e o hábito intestinal do paciente antes e depois da constipação, também é importante salientar o histórico familiar do paciente. O conhecimento sobre o aspecto das fezes ou se há dor durante a evacuação é de grande importância.

O exame físico inclui uma avaliação da região anal e um toque retal para avaliação do ânus e ampola retal. Exames complementares são realizados em determinados casos, já que na maioria das vezes a constipação intestinal está relacionada aos hábitos alimentares inadequados. Tais exames complementares são: hemograma, exame de fezes, radiografia de tórax e abdome, exame radiológico com contraste no intestino, colonoscopia e trânsito intestinal.

TRATAMENTO:

O tratamento clínico é o mais recomendado, caso seja descartada doença grave ou que necessite de tratamento específico ou cirúrgico. Deve haver a mudança na dieta alimentar, no estilo de vida, e evitar o uso de laxantes, supositórios entre outros.

A principal dificuldade no tratamento do constipado é a mudança dos hábitos alimentares, envolvendo a maior ingestão de fibras (de preferência naturais, como frutas, verduras e cereais) e de líquidos, e evitando-se o consumo de agentes constipantes, como café, leite, chá e álcool.

Muitas vezes, a mudança dos hábitos,tanto alimentares quanto comportamentais, não surtem efeitos satisfatórios. Dessa forma, há necessidade de iniciar um tratamento com o uso de laxantes, que podem ser de diversos tipos: formadores de massa ou fibras (retém água e aumentam o volume das fezes – p. ex.; fibras naturais e sintéticas), osmóticos (substâncias que o intestino não absorve, portanto também retém água- p. ex.;sais de magnésio, açúcares), emolientes-lubrificantes (facilitam o deslocamento do bolo fecal, deve-se usar por um curto período de tempo ), estimulantes-irritantes (irritam a parede intestinal, fazendo com que haja maiores movimentos, o que expulsa o bolo fecal – p. ex.; óleo de rícino).

A cirurgia é somente efetuada em pacientes com doenças agudas que necessitem de intervenção, com obstrução intestinal, apendicite, perfuração de tubo digestivo, doenças inflamatórias intestinais. Geralmente, é preciso retirar uma parte do intestino e assim, fazer a correção da causa básica.

PREVENÇÃO:

Alimentar-se em horários regulares

Mastigar bem os alimentos

Ter uma dieta variada, rica em frutas, verduras e cereais

Reduzir a quantidade de gordura ingerida

Evitar bebidas alcoólicas, café, chocolate e alimentos que excedem a produção de gases, como brócolis, repolho e feijão

Beber muita água, pelo menos 2 litros por dia

Obedecer a vontade de evacuar

Evitar distrações no momento da evacuação(ler revistas, jornais, estar ao telefone)

Praticar exercícios físicos regularmente

Não utilizar laxantes sem supervisão médica

 
PARA O PÚBLICO

 

 

Imprensa

 

 

 

CLIPPING ABRAN - 03 de setembro de 2010

 

 

 

 

 

Fibras: como atingir a cota diária?

Revista Viva Saúde – setembro – online

 

Dez sinais ajudam a identificar se alimentação infantil é adequada

Zero Hora / ClickRBS – 2/9/2010

 

Baixa umidade do ar pode trazer riscos à saúde

[A Estância - Guarujá - 28/8/2010 pág: 5

 

Metade dos adultos está acima do peso

[Jornal da Cidade - Bauru - 28/8/2010 pág: 11

 

Alimentação certa ajuda a diminuir efeitos do ar seco

[Jornal Metro - Campinas - 2/9/2010 pág: 13

 

Tempo seco no país: atenção com a saúde das crianças

Revista Crescer – agosto-2010

 

Maçã - 1 por dia = vida longa

[Revista Máxima - SP - 1/9/2010 pág: 52 e 53

 

Congresso de Nutrologia reúne 2,5 mil médicos para mostrar avanços da saúde nutricional

[Saúde e Lazer / Online - 31/8/2010 pág: Online

 

Pirâmide alimentar mediterrânea propõe consumo de azeite, vinho e cerveja

[BOL / Online - 31/8/2010 pág: Online

 

Alimentação correta na infância previne doenças no adulto

Jornal Brasil On-Line – 3/9/2010

 

Alimentação saudável

[Envolverde / Online - 1/9/2010 pág: Online

 

Baixa umidade do ar: o que comer e o que evitar

MelhorAmiga.com.br – 27/8/2010

 

Energético popular chega ao mercado em tamanho família

[O Tempo - BH - 21/8/2010 pág: 17

 

 

 

 

 
PARA O PÚBLICO

 

 

Vitamina A: deficiência pode levar à cegueira

 

 

Encontrada em abundância em vegetais de cor alaranjada, como cenoura e abóbora, e em alimentos de origem animal, como leite, gema de ovo e fígado, a vitamina A é essencial para manter visão, pele, mucosas saudáveis e, de quebra, reforça a imunidade. Esta vitamina também é fundamental para o desenvolvimento da criança e sua carência está relacionada à mortalidade infantil. Apesar de tamanha importância, uma pesquisa do Ministério da Saúde aponta a ´hipovitaminose A´ como uma das principais deficiências nutricionais do País. E esta deficiência é a principal causa de cegueira evitável no mundo.

 

De acordo com a pesquisa, a deficiência atinge 12,3% das mulheres com idade de 15 a 49 anos. Entre crianças com mais de 5 anos é de 17,4% e chega a 21,6% na região Sudeste. Para combater o problema, o Ministério da Saúde desenvolve um programa nacional de combate à desnutrição e à hipovitaminose A, com foco nos bolsões de pobreza.

 

Sintomas como dificuldade de enxergar à noite, acne, gripes constantes e atraso no crescimento da criança podem ser sinais de carência de vitamina A. A insuficiência pode ser detectada por meio de exame de sangue. Segundo a nutricionista Thaís Navarro, a hipovitaminose A pode ser combatida com alimentação balanceada. A recomendação diária do nutriente é de 1mg e pode ser encontrado no óleo de fígado de peixe, fígado, rim, ovo, leite, óleo de dendê, cenoura, couve, espinafre, manteiga. "Esta é uma recomendação para pessoas que não apresentem nenhum tipo de deficiência ou patologia. O ideal é procurar um profissional especializado para diagnosticar a quantidade específica e elaborar um cardápio balanceado individualizado", salienta.

 

Quando o assunto é a saúde dos olhos, o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, diz que a deficiência de vitamina A predispõe à conjuntivite e ao ressecamento da córnea. "O resultado é a formação de cicatrizes que comprometem a visão", explica. Na retina, ressalta o médico, ocorre o prejuízo da síntese da rodopsina, um pigmento que responde pela capacidade de adaptação à baixa luminosidade. É isso que origina a dificuldade de enxergar em ambientes escuros ou ´cegueira noturna´. "O distúrbio pode levar à perda definitiva da visão. O único tratamento é a reposição da vitamina com suplementação e dieta adequada", alerta.

 

Em excesso: tóxico - Se a carência de vitamina A pode levar à cegueira e outros problemas, o excesso também pode trazer complicações, como vômitos, pele seca, queda de cabelo, unhas frágeis, fadiga, falta de apetite entre outros sintomas. Portanto, antes de procurar suplementação, Thaís orienta procurar ajuda profissional. "A dieta da maioria das pessoas contempla pelo menos uma fonte de vitamina A, por isso, antes de iniciar qualquer tipo de suplementação o ideal é procurar um especialista, para que possa diagnosticar através de exames a quantidade de nutrientes que devem ser ingeridos e só então recomendar a ingestão diária ideal para o perfil da pessoa."

 

Queiroz Neto diz que a quantidade a ser ingerida depende das condições de saúde, sexo, idade e peso. Em mulheres grávidas, exemplifica, a expansão do plasma reduz a concentração de vitamina A. Por outro lado, estudos mostram que altas doses durante a gestação podem causar defeitos congênitos no feto. Conclusão: o mais indicado para a maioria das gestantes é a reposição dietética. A regra pode mudar entre mulheres que, antes da gravidez passaram por cirurgia bariátrica para perder peso. Isso porque, o procedimento diminui a absorção de vários nutrientes, inclusive da vitamina A.

 

Absorção - Segundo a nutricionista, por ser uma vitamina lipossolúvel, o nutriente é melhor absorvido quando ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as paredes das células se rompam e liberem cor, também aumenta a absorção. Segundo Queiroz Neto a má absorção da vitamina A pode ainda estar relacionada a problemas gastrointestinais, dietas que restringem o consumo de proteínas ou gorduras e à dificuldade de assimilação de gorduras decorrente de doença celíaca ou hepatite. VIVIANE RODRIGUES

 

 

Fonte: JORNAL DE JUNDIAÍ – SP

 
«InícioAnterior12345678910PróximoFim»

JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL